11 de agosto de 2009

marengofômpila


Marengofômpila nada. É apenas um vírus fagocitado visto por um espectômetro de massa na lua cheia do mês de abril três meses antes da digestão findar durante seu infarto de miocárdio no Mar Vermelho. Ou seria Amarelo? 

vontade de cabum!

benditos os que não confiam a vida a ninguém


Uma vida sem esperança mas sem desespero. Não se pode esperar muito das pessoas. Não se deve esperar nada delas. Seria injusto para com elas; e frustrante para com nós mesmos. Se nem eles mesmos têm ciência do que estão fazendo, por que pedir para as crianças  pagarem a conta?

Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem.
Lucas 23,34

3 de agosto de 2009

a preguiça do prego


Antes esparramado ao entardecer a dar de cara contra o muro.

2 de agosto de 2009

o progresso é pra lá, ó...


Eixo central de uma ética da necessidade, o ideal de progresso é nada mais que uma noção vazia em si mesma, que busca o novo sem novidade, procurando legitimar-se apenas por ser mais atual, logo mais válida em relação a uma história linear e ascendente. O progresso torna-se rotina. Veja-se a sociedade de consumo: há sempre coisas novas no mercado, requeridas pela própria fisiologia do sistema. A contínua renovação nada tem de “revolucionário” ou perturbador: o novo aqui é o que permite que as coisas prossigam do mesmo modo, uma atualização que permite a sobrevivência do sistema. O mesmo acontece na famigerada onda ecológica. Desenvolvimento sustentável hoje é um eufemismo para sustentabilidade do desenvolvimento. Não se ataca o cerne do problema, a ética da necessidade em que estamos inseridos. A indústria criou novas frentes de consumo, como a das sacolas de pano ou dos alimentos orgânicos ou os carros total flex. A agroindústria que produz soja para alimentar vacas chinesas está aí, firme e forte, enquanto pessoas ainda vivem em condições miseráveis e cada vez mais há mais espaço para carros do que para pessoas nas cidades, grandes e pequenas. E o Ministério do Meio Ambiente, naquela propaganda ridícula, ao invés de incentivar as pessoas a usar ônibus, metrô, andar a pé, de bicicleta ou pedir carona, pede apenas que mantenham o carro regulado!!

A economia está baseada no trabalho, que se baseia na produção, por sua vez baseada na falta. Para que as engrenagens do sistema girem é preciso faltar antes, é preciso que tudo falte; ou que se produza algo “novo” a fim de se superar o antigo, démodé, insuficiente, incompleto. Ética da necessidade, ética da superação. Teodicéia cristã da busca da salvação (a perfeição no céu), odisséia da perfectibilidade intramundana (otimização do presente), a finalidade última do progresso é criar condições pra que ele sempre seja possível no futuro. Tal qual aquelas rodinhas para ramsters. Não há fim. É apenas mais do mesmo.


1 de agosto de 2009

tecnicolor

"Through the window, the nice thing on earth will pass by
Moving slowly"

Os Mutantes - tecnicolor